Arnaldo Tirone, em tom de desabafo sobre a polêmica da Arena Palestra Itália, reafirmou nesta quarta-feira que irá assinar a ratificação da escritura de cessão de terreno à WTorre. Após novo encontro entre as partes nesta tarde, ficou para a quinta a assinatura do documento que irá reativar as obras do estádio.
As partes chegaram em acordo e a escritura ainda não foi assinada pois a minuta está sendo elaborada. Não houve tempo hábil. A expectativa é de que a WTorre, que paralisou a reforma nesta quarta, retome as atividades na sexta. Isso, no entanto, não preocupa o presidente do Palmeiras.
- Estamos acertando algumas coisas, são coisas jurídicas. Quando resolver, vamos assinar. E nós vamos assinar! Está praticamente definido. Agora falam que eu parei a obra. Mas eu não pedi para WTorre a parar a obra. O contrato da parceria está assinado há três anos. Estou só há três meses no cargo, e buscando o melhor para o Palmeiras. Só isso - desabafou Tirone.
O presidente sofreu pressão de seu grupo político contra a assinatura, em troca de melhorias no contrato. A questão do seguro de performance, que cobre 38% da obra, foi motivo de polêmica. Mesmo contra a norma do mercado, o Palmeiras queria mais garantias. E teve: Walter Torre colocou bens pessoais para assegurar que a construtora irá entregar o novo estádio, no início de 2013.
Tirone também queria reduzir o tempo de exploração da empresa sobre a Arena, de 30 anos pelo contrato assinado. Mas não conseguiu.
- Foi algo que eu tentei, mas o Walter não quis mexer nisso. Não conseguimos tudo o que queríamos, mas vai ficar algo bom para o clube. Não estou preocupado com a obra parada. Vamos resolver isso. Minha preocupação desde quinta-feira está com o time - disse o dirigente, que teve reunião com o grupo e com Luiz Felipe Scolari, manifestando apoio após a goleada da última quinta, para o Coritiba.
Na conversa com o LANCENET!, Tirone repetiu por várias vezes o seu pensamento sobre a paralisação da reforma do estádio.
- Não tenho culpa que a obra parou! Falei para a WTorre que iríamos acertar as coisas, como aconteceu. Estou procurando fazer o melhor, isso é uma coisa muito importante para o nosso clube - disse o dirigente.
De acordo com a WTorre, uma paralisação de 48 horas não causa grandes transtornos à obra.
O Ministério Público, nesta quinta, notificou o clube com ameaça de suspender o alvará na prefeitura, questionando a impermeabilização da área. O MP já tinha tentado algo semelhante antes de o Palmeiras conseguir a liberação para a reforma, sem efeito. Nem o clube e nem a empresa se mostram preocupados e insinuam que paixões clubísticas de procuradores motivam esse tipo de ação.
Tirone diz que isso é problema da prefeitura, que deu o alvará e liberou a reforma após inúmeras certidões de aprovações. A WTorre soltou nota oficial alegando que respondeu todos os questionamentos sobre impactos na região ao MP e reforça que o projeto está aprovado na prefeitura.











Gualberto


















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