O Palmeiras tem 117 jogadores profissionais registrados na CBF. Mais da metade, com 16 a 20 anos, jogam nas categorias de base e são úteis ao clube. Outros, claro, fazem parte do grupo de Luxemburgo.
Na lista, há sobras, que não são poucas. O Verdão tem 28 atletas com contratos e já sem condições de atuarem na base. Parte deles está emprestada até dezembro a outros clubes e volta no final do ano.
Uma outra, porém, está encostada na Academia e no CT de Guarulhos. O caso que mais chama atenção é o do zagueiro Edmílson, com 30 anos e contrato a cumprir até a metade de 2009. Como ele, muitos outros recebem salários sem jogar.
– O Edmílson pode ter sido um erro, mas é relativo. É um caso isolado. Temos muitos outros que estão emprestados – afirmou o diretor de futebol, Genaro Marino.
Pouco menos de 10% da folha salarial do futebol profissional, que está em torno de R$ 2,5 milhões, está comprometida com os “encostados”. A soma desses atletas, no entanto, com os salários dos emprestados poderia ter um outro destino.
– Se for somar esses que estão emprestados e os que não estão, aí se torna representativo. Você poderia ter dois atletas bem pagos no grupo – admite o diretor de futebol do clube.
O Palmeiras arca com parte dos pagamentos de alguns atletas emprestados. A porcentagem pode variar de um terço a 60% de participação, dependendo do caso.
Em outros, paga quem está com o jogador, como acontece com Francis e Amaral, liberados até o final do ano ao Galo.
A diretoria se defende ao ser questionada sobre atletas que pouco jogaram e fizeram contratos longos, casos de Tiago Treichel, Max e Helder.
– Eram situações de mercado da época. O clube não está blindado a isso. Já temos uma folha menor do que há dois anos – comentou Marino.
O futebol, porém, dá as brechas.
– Tentamos buscar o que o clube precisa, e não o que determinado empresário quer, por ser amigo de alguém – acrescentou o dirigente.











Gualberto


















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