A definição do Palestra Itália para o segundo jogo das semifinais entre Palmeiras e São Paulo não foi bem digerida pelo promotor público Paulo Castilho. Defensor da tese de que o estádio é um barril de pólvora, ele questiona a forma com a qual a Polícia Militar (PM) diz garantir a segurança dos torcedores.
– Os laudos atuais da PM são absurdos. Eles só dizem que o local está apto, mas não detalham planos de fuga no caso de conflitos ou se há saídas de emergência quando de um incêndio – destaca o representante do Ministério Público.
Sobre o interior e os arredores do Palestra Itália, o promotor argumenta que o espaço entre as arquibancadas e as grades que separam o campo é pequeno. E as ruas que levam às entradas ou saídas são estreitas e cercadas de sedes de torcidas organizadas.
– Faltam áreas de escape para o controle dos torcedores violentos – explica Castilho.
A falta de bloqueios antecipados dos torcedores nas imediações do estádio e de uma vistoria prévia na sede das organizadas também foram alvo de críticas de Castilho.
– Desconheço essas iniciativas. Se houver alguma ação, será a primeira vez – comenta o promotor.
Os dirigentes da FPF e o alto comando da PM podem inclusive ser indiciados em casos de mortes. Bastaria uma denúncia dos setores adequados do Ministério Público.
– Se ficar constatada negligência ou imprudência, eles poderão responder civil e criminalmente.
Frente à situação, o promotor encaminhou nesta quinta-feira à Federação Paulista de Futebol (FPF) um novo modelo de laudo que deverá ser seguido por todas as entidades.
O documento foi criado pelo Conselho Nacional de Procuradores Gerais da Justiça em conjunto com a CBF. E, se respeitado integralmente a partir do Campeonato Brasileiro (cujo início é em maio), poderá implicar no veto de diversos estádios em todo o país.
– Assinamos um protocolo de intenções que prevê não aceitação de declarações, autorizações ou meras comunicações de segurança - afirmou.











Gualberto


















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