
Assim que o avião desceu, o comandante avisou pelo sistema de som que todos os passageiros poderiam desembarcar, menos os atletas do Palmeiras. Um ônibus entrou na pista, estacionou ao lado da aeronave para que os atletas e comissão técnica deixassem o local sem cruzar com os não mais que dez torcedores - alguns com pipoca nas mãos - que estavam no saguão. A segurança de Congonhas foi reforçada.
Obina e Maurício, que trocaram socos durante o intervalo do jogo, ainda em campo, foram demitidos do clube e não retornaram com o elenco para a capital paulista. O atacante seguiu para o Rio de Janeiro logo cedo nesta quinta, enquanto o zagueiro adiantou seu voo para São Paulo.
MURICY PEGA TAXI E CT FICA VAZIO
Durante o trajeto entre o aeroporto de Congonhas e o Centro de Treinamento, o ônibus foi escoltado por motos da Polícia Militar. No meio do caminho, o técnico Muricy Ramalho, que mora no bairro do Morumbi, sentido oposto ao do CT, pediu para descer e pegou um taxi.
Temendo manifestação no CT, a PM deixou homens de prontidão na calçada para evitar tumulto com torcedores. Porém, ninguém apareceu.
A derrota para os gremistas reduziu as chances de um título alviverde. Com 59 pontos, o Palmeiras, que dominou o torneio por quase três meses, é o terceiro colocado, com três pontos a menos que o São Paulo, líder da competição. Tanto o Tricolor Paulista quanto o Flamengo, vice-líder, jogam no domingo, contra Botafogo e Goiás, respectivamente, e têm a oportunidade de afastar o time palestrino ainda mais da briga pela taça. E se tiver vencedor no confronto entre Atlético-MG e Internacional o Verdão cairá para quarto lugar.
O Palmeiras volta a treinar na manhã desta sexta-feira, na Academia de Futebol. Tentando reunir os cacos, a equipe só joga no próximo dia 29, quando pega o Atlético-MG, no Palestra Itália, pela penúltima rodada do Brasileiro.











Gualberto


















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